28/05/2007

Início, meio e fim - anestesia geral

O que torna um início do fim de uma amizade? Preso na garganta, ainda estão às palavras não ditas, a raiva contida e a angústia latente. Todos os sentimentos sendo testados pelo ser humano, sentimentos mesquinhos misturados com sentimentos nobres, puros. Os olhos enxergam coisas que o coração não se admite a aceitar, e nessas horas o cérebro já não está mais comandando suas palavras, devido a enorme vontade de gritar, fazer com que ouçam o que você tem a dizer, reclamar, criticar. Todos esses seres "desumanos" tão preocupados em alimentar ainda mais seu egoísmo, esquecem até as falsas juras, que no passado selara com o outro uma amizade infinita. A insegurança toma conta agora, e tudo já não fica mais tão natural, o medo em acreditar em falsas juras de amizade caminham lado a lado com o receio de se entregar novamente, fazendo com que seja inevitável a distancia que pouco a pouco vai separando essas pessoas que um dia já se consideraram amigas. É sério mesmo, já me cansei de tudo, me cansei das pessoas e da maneira falsa com que elas atuam. Falta sinceridade, você espera isso de alguém e nunca chega. A gente espera ouvir uma coisa e na hora acaba sendo outra. Eu acho que a minha noção de amizade, a que conheci anos atrás, nunca mais existiu. Só pode ser isso. O pouco caso feito pelas pessoas em nada se compara com o antigo modelo. Amigo pergunta: Como você está? Mas pergunta com ar de profundidade e por mais que você diga: Tudo bem sim. Ele saberá que você está mentindo tanto pra ele quanto para si mesmo. Aliás hoje em dia amizade é uma coisa das mais questionáveis. Todo mundo quer ter sua cota de egoísmos, de desprezos, de egocêntrismos, ou seja, todo mundo quer ser feliz e o resto é resto.

Fora da internet minha relação com as pessoas é totalmente voltada para um certo ar de "profissionalismo". Não confio em ninguém mesmo, e para mim todos são "colegas" e mais nada. Já tive a minha cota de falsidade estourada muito obrigado. Já na internet a situação é diferente, mas você pensa que está á salvo aqui e não está. Me dou com vários tipos de pessoas, algumas aparentemente boase que com o passar do tempo se mostram frias, me tratam bem, mas suas personalidades mal formadas me causam um certo ar de repulsa, de querer ficar distante, penso que estão errados e que ainda terão muito a aprender. O pior sábio é aquele que se acha o mais sábio dos sábios, isso não existe, mas existe gente assim. Há outros tipos, como por exemplo os que mais tentam se aproximar parecem ser ao mesmo tempo muito fechados a medida que tentamos ajudar, buscam amigos mas creio que ao tornar-se felizes, você passa a ser descartável e sua amizade só funciona como válvula de escape para a atual solidão delas. Em último vem a pior categoria, que são aqueles que mantém uma relação comum de amizade via internet totalmente voltada a jogar conversa fora, o papo só fica restrito a certos assuntos e jamais se desenvolve. Algumas pessoas se mostram muito carentes, todas querem ser felizes, só que o caminho escolhido por elas é duvidoso. O melhor a fazer é olhar tudo a distância. Os danos são mínimos.

Voce ja foi enganado? Quem é que nunca foi enganado? O que não é tão normal assim, é se enganar a ponto de 80% das vezes roubarem o que de fato voce achou que um dia foi seu. Vejamos bem, quase todo mundo tem algum amigo ou amiga que ja perdera por ele ou ela '' roubarem '' o seu passado ou presente amor. Mas aí entra a minha história, que quanto mais eu confio, mais me desaponto. Mais pessoas procurando tocas na sua vida, retirarem informações que querem, retalhar os detalhes que fazem de você uma pessoa justa. E são essas mesmas, que prometeram mundos e fundos e que hoje em dia nao forçam um músculo da face com seus problemas. Inclusive, se fazer de vitima é a especialidade delas, não é? Simplesmente não da pra entender, essas criaturas que Deus enviou no nosso caminho. Deus envia mas provavelmente fazem um desvio e conhecem o eterno rival de Deus, que certamente as modifica. Dizem pra nós: "Nunca te fiz isso". "É loucura o que está dizendo, eu jamais faria isso com você", "porque está agindo assim comigo"? Estas são as reações mais absurdas.

Mas nas suas costas, são os risos com tudo que é seu que eles si divertem. Tudo da boca pra fora e ao mesmo tempo tudo do coração pra dentro da alma, essas pessoas decepcionam e ferem do jeito mais cruel que existe. Porque é muito facil, sair de um circulo de amizade onde aquele se mostra seu inimigo, sua ferida, mas não quando essa mesma se mostra o ser mais despresível e mais amável. Podem dizer que essas amizades, queiram ser o que você é, e é por isso que elas tomam tudo o que de fato seria, foi ou é seu. Afinal, elas não podem ser você. Mesmo que voce modifique seu jeito de falar, de se vestir, faça tudo o que os outros façam, sua alma não muda. Ela pode melhorar ou piorar conforme a vida passa. O mais triste, é que essa gente toda, sabe cada detalhe do que voce sente, e mesmo assim não poupa seus desejos passageiros e deixam a desejar essa dita '' amizade ''. Quando a tristeza invade nossos corações o que fazer a não ser chorar. Nossas lágrimas são como os gritos da nossa alma, clamando por uma saída, por uma ajuda. É verdade que nem sempre achamos que se tem uma saída quando estamos no fundo do poço, tudo parece inatingível, sem esperança de melhora ou de solução. O mundo, antes colorido e cheio de maravilhas hoje se torna cinza e preto, o belo se torna feio e a vida se torna morte. E engraçado como a vida inteira temos tanto medo do desconhecido que é a morte, e repentinamente ela se torna nossa única solução,a ponto de querermos acabar com o nosso sofrimento com as nossas própias mãos. Infelizmente pensando assim já estaremos mortos, porque a vida já não tem tanto sentido quando se perde à vontade de viver. Às vezes podemos esconder nossas tristezas num sorriso, num olhar. Disfarçando assim nossa vontade de se entregar, de morrer.

Na verdade queremos desabafar mas não conseguimos, ou apesar de confiarmos quase que cegamente, não chegamos a tanto e guardamos tudo. Talvez por medo, desconfiança, ou vergonha. Mas acima de tudo pensamos que aquele "amigo" em nad pode nos ajudar. É um ledo engano muitas vezes termos esse tipo de hesitação. Acho que nós é quem perdemos muito Tanta coisa mudou por aqui, já não sou mais o mesmo. Eu cresci como pessoa. Tanta coisa deixada pra trás e das ausências eu nem lembro mais. Foram tantas palavras, tantas coisas ditas que não dizem mais nada. Tantas lágrimas, que hoje já secaram e não transmitem emoção. Vejo tantas coisas atualmente, estou insatisfeito, estou triste. Muita coisa ainda é errada, incerta, mas desde que eu sai da minha "reabilitação mental" (depois de tanto pensar chega um momento que você consegue se acalmar), ela faz com que você se sinta anestesiado, totalmente anestesiado, como se meu coração tivesse sumido ou se tornou de pedra, talvez tenha gelado, pedra não é pois ainda conservo muitas coisas e não sou arrogante com as pessoas ao contrário de muitas outras, você sabe que a dor está ali, que as tristezas e tudo aquilo que te angustia também estão, só não sente nada. Manter se frio e tranquilo faz parte dessa anestesiada que possui um limite. Por enquanto está sendo duradouro e espero que continue. Já me cansei demais de tudo e todos de me preocupar, de querer ser amigo, de tentar ter algum significado na vida dos outros, além disso e percebi que isso é perda de tempo, pois meu espaço é inexistente e não faço falta. O que eu preciso desta paz na minha alma a qualquer custo, manter essa tranquilidade que me deixa sã para lutar e lidar com tudo e todos. Mas o custo é tão alto que ás vezes não sei se já tenho mais forças.

15/05/2007

Sem uma vida definitiva

A tristeza é um sentimento conectado ao ser humano. Todas as pessoas estão sujeitas. É a ausência de satisfação pessoal quando o indivíduo se depara com sua fragilidade. Enquanto a depressão é a raiva e a vingança digerida na pessoa. Na prática, é uma tentativa de devolver para os outros o que existe de pior em si. A raiva existente na depressão é resultado da total falta de vitalidade e motivação. Existe também uma infantilização, onde fazemos com que o ambiente nos ampare e dedique atenção exclusiva a nós mesmos. A tristeza não chega aos limites citados na situação depressiva. Pelo contrário, é uma ferramenta valiosa para avaliação das metas de vida. Infelizmente, na cultura ocidental não valoriza-se os aspectos emotivos. O egoísmo no qual o homem é induzido desde a infância, produz um vazio pessoal. Porém, o bem-estar esta diretamente ligado a satisfação alheia. Se não houver a solidariedade, ou seja, a profunda preocupação com o próximo, o citado "vazio da personalidade" irá expandir-se. A tristeza ocupa este espaço e desmotiva o indivíduo a dar continuidade na busca de qualquer outro valor. Outro fator que fortemente desencadeia a tristeza é a recusa. A dificuldade em aceitar o "não" torna-se desmotivante e abala a auto-estima. Por outro lado, a rejeição e a incapacidade frente a alguns obstáculos leva a quadros mais sérios e profundos da tristeza.

Cultivar a tristeza é apenas fazer a manutenção desse estado de atenção e acolhimento despertado, é manter-se afastado e protegido da competitividade e ambição que norteiam a sociedade contemporânea. Mas na maioria das vezes, a solidariedade e o altruísmo são hipócritas, porque a necessidade da auto-superação e status social faz com que o sentimento de comoção seja verdadeiro, mas o apoio sincero é substituído pelo prazer na derrota alheia. Assim, esta afirmação é concretizada pelo fato de que o assistencialismo não supre as carências afetivas; é apenas um retórico inconsciente que absolve a obrigação da solidariedade. Embora muitas vezes sofremos com determinados relacionamentos, sabemos que a perda pode nos custar ainda mais caro. O maior obstáculo para qualquer tipo de mudança é a desconfiança quase que absoluta em nosso potencial, gerando um receio imenso sobre se conseguiremos construir algo; se os ventos estarão ou não a nosso favor; se o destino ainda poderá nos reservar um mínimo de satisfação perante todo o pesadelo diário em que muitas pessoas vivem. Acho que todo mundo compreende o sentimento de se sentir só em meio a uma multidão. Perfeitamente compreensível, porque gente estranha é quase que gente invisível, é gente que não se importa. Mas quantas pessoas já se sentiram sós num mar de rosto conhecidos? Entre os amigos? Já me senti assim, apesar de ser uma estranha sensação e na época duas pessoas eram meus melhores amigos naquele círculo, mas porque não me sentia compensado e sim triste?

Aonde moro, os grupos grandes se desfizeram todos, sobraram poucos, e os grupos antigos, foram-se. Meu grupo era um desses, apesar de sermos todos colegas, a palavra "amigo" sempre se mantinha na cabeça de todos, menos na minha pois jamais considerei ou soltei que alguém era meu amigo sem ao menos sequer confiar. Os poucos que sobraram não se solidarizaram com a sua causa. Eles não se importam com quem tem caráter e com quem não tem, tudo o que eles querem é alguém com uma conversa fraca, as mesmices de sempre, as mesmas ditas "sacanagens" e assuntos totalmente fora de foco, perguntando as mesmas coisas e dando respostas vagas e até mesmo "sem graça". Aliás, nem isso. Tudo o que eles querem é se divertir, rir, comentários engraçados ou um jeito animado de contar algo que nem é tão engraçado assim. Hoje em dia tudo isso se tornou "ralo", os atuais grupinhos das novas gerações são ou menos unidos ou pouco existem. Já os antigos, alguns tentam manter o pouco que sobrou ainda que não tenham tanto contato e outros seguiram suas vidas, seja engravidando, casando ou fingindo serem pessoas perfeitas. De fato os antigos tempos deixaram de existir. E você se sente só, olha pra trás e tenta entender o que aconteceu com os amigos do passado. Mas o tempo corroeu os laços e a distância agora é grande demais. Você foi esnobado quando chegaram os amigos novos, e a relação morreu. Deixou que outros o aconselhassem e se intrometessem naquilo que tinha, contaminando tudo aquilo. A vida é assim, cada um segue seu rumo por mais doloroso que seja. Eles é quem mudaram e se tornaram incompatíveis. O laço que os juntava não era forte o suficiente. Então você quer fugir pra longe, longe de tudo, longe de todos, começar uma vida nova, conhecer gente nova, fazer tudo outra vez. Daqui alguns meses ou anos a pessoa vai estar sozinha de novo, vai pensar nos amigos do passado - que são aqueles que você tinha no momento presente - e vai querer recuperar, e não vai conseguir, e vai achar que a culpa é do tempo que desgastou, ou porque dirá que você que esnobou e não foi esnobado... não que tudo já estava em ruínas e você só resolveu ser corajoso de reconhecer o fim e seguir em frente. E o que fazer? A quem se apegar?

Os poucos amigos estão presos a você por uma memória de algo que já não existe mais... agora você é só uma figura enfadonha que eles tem pena de descartar. Cabe a você cortar o fino laço que ainda os prende, porque eles não vão ter coragem de fazê-lo, eles vão ter pena de você. Mas isso não vai implicar cortar o laço que ativa a guilhotina também? A solidão trás amigos novos assim como o caos trás a ordem? E como a gente sabe se é realmente feliz ou se só está extremamente empolgado com algo novo? A gente não precisa mudar de amigos se entendermos que os amigos "mudam". Dizia William Shakespeare em uma das suas muitas frases. O que ele não previu foi que os amigos podem ser muito cruéis quando querem ser. As vezes a gente lembra de outras épocas, parece que foi ontem, as emoções, os dramas, de todas as dúvidas.Lembra com saudade de um periodo em que tudo parecia dificil, mas hoje você percebe quetudo era tão mais simples e que gostaria de ter a cabeça que tem hoje pra resolver tudo aquilo que viveu de um jeito muito mais fácil. E fica achando que naquela época sim, vc foi feliz.Depois lembra que é feliz hoje também e ao mesmo tempo infeliz. Porque é assim? Aqui se faz, aqui se paga, frase muito comum que ouvimos quando uma pessoa leva um tapa da vida. É o mesmo conceito: lei de causa e efeito. O que estou pagando, será que mereço tanto?E mais ainda, porque as pessoas que me magoaram tanto não estão pagando? Não costumo desejar o mal a ninguém, pelo contrario, procuro me manter sempre sereno diante de pessoas que tem atitudes estranhas às minhas. Fico pensando: de que adiantou ajudar os outros? de que adiantou me doar, me entregar de corpo e alma? De que adiantou tudo? Se agora estou tão vazio e tão só. Sei que mergulho neste mar de auto-piedade e fico achando que a culpa é dos outros, quando na verdade não se resume apenas a eles. Também não significa que me arrenpendi, faria tudo novamente se me fosse dado o poder da escolha. porque sou assim mesmo, a minha lealdade sim é muito correta e ética e só não me acostumei ainda com a falta de amor de algumas pessoas que gostei tanto, que ainda nao consegui desgostar. Estou triste porque algumas coisas em minha vida simplesmente não funcionam.

Alguém disse que meu coração é gigante por isso cedo demais e, daí a minha depressão. não consigo digerir toda esta maldade humana. Tenho lutado todos os dias da minha vida, assim como todos que conheço. Não sou diferente nem melhor que ninguém. Ás vezes pensava: Porque não sou igual todo mundo, não sigo as mesmas regras, ganho as mesmas coisas básicas que a sociedade dá a um ser humano? Mas não. Eu prefiro mesmo ser quem sou, pois isso me possibilita estar num nível superior, me faz agir melhor, pensar e analisar seja quem for. Afinal de contas não se pode ser cego com relação a pessoas hoje em dia. Na verdade mesmo sendo uma espécie de "dom", tentar adivinhar o caráter de uma pessoa, ao mesmo tempo é como uma maldição, pois acaba "descobrindo" ou "adivinhando" mais do que deveria sobre uma pessoa e muitas vezes não é nada tão bonito de se ver. Há casos e casos. Ainda tento me apoiar no sentimento de carinho que pessoas especiais sentem por mim. Apesar de que sempre digo que já não consigo acreditar em mais nada, elas geralmente me dizem que isso é um erro da minha parte. Sei que elas estão perto (mesmo longe) mas não sei se sou tão necessário a elas assim, já que também estou longe. É alguém que liga pra perguntar como você está, mandam email perguntando de ti ou até mesmo um scrap no orkut no qual em poucas palavras te mostra que você é importante pra ela. São pessoas que não esquecem nunca do quanto sou frágil em meus momentos depressivos e do quanto preciso de carinho e afeto sinceros. Em demonstrações verdadeiras. Tudo isso se torna tão raro nos dia de hoje não é verdade? Sim eu guardo mágoas de outras pessoas, algumas por anos a fio, guardo mágoas de pessoas que me machucaram, humilharam, mas ainda assim, não desejo mal porque a vida costuma dar voltas, e como já disse em outro post, nenhum de nós está livre dos pagamentos cobrados por ela. Tudo que fizemos sendo bons ou ruins é cobrado. Apenas não entendo porque me usaram pra depois descartarem, assim, como papel velho. estas pessoas não sentem o quanto me fizeram mal? Acho que não. Apesar de tudo o arrependimento e remorso chegam muito tarde e não há nada que possam fazer. A noite é um dos momentos de maior nostalgia e melancôlia que uma pessoa reflexiva pode ter. Você imagina demais, pensa demais e dentro da sua mente são criados textos quase poéticos, ou até mesmo muito dramáticos. É quase como meditar mas de um jeito totalmente diferente, o fato comum é: Você se entristece ou fica com ar de seriedade apenas por estar pensando.

Tem horas que me sinto frustrado e chateado com o mundo. Nunca consigo fingir que está tudo bem. Atualmente prefiro fazer isso do que importunar a todos com meus problemas, prefiro ser vago, prefiro ouvir o que tem a me dizer do que a falar de mim, eu acho até mais fácil sabe? Só mesmo aqui eu consigo expressar toda minha angústia e me sinto livre pra dizer o que bem quero. Lembrei que na metade do ano de 2005 eu tive minha grande crise mais séria de depressão. Não queria sair da cama, preferia ficar deitado nela chorando, e estranhamente só conseguia obter paz durante a noite, parecia estar curado, mas acho que era uma espécie de recompensa pelo meu dia ter sido tão pesado e com toda aquela dor. Logo que acordava já começava a sentir uma vontade enorme de chorar e não queria sair da cama, se saía, eu voltava imediatamente. Deitar na cama e ficar lá o dia todo, afinal pra que lutar? Pra que persistir eu pensava? Dormir traziam momentos de calmaria. Lembro que tomei dois calmantes diferentes, mas apenas o de outra marca fazia efeito, fora outro que me fazia dormir e a sensação era boa. Pra mim foi algo fora do normal no começo. Passei anos sem uma lágrima nos olhos e justamente naquele ano eu chorei tudo que não havia chorado em muitos anos. Superei sozinho, era um momento que ninguém podia me ajudar, os poucos que ouviam nada faziam, e quem queria fazer não podia porque estava longe. Nessas horas a gente tira boas lições não é? Me olhava, e dizia a mim mesmo que aquilo devia parar, alguém como eu, jovem e vivendo toda aquela situação, não conseguia aceitar, e falei muito a deus, perguntei porque eu? Tudo talvez tenha sido uma provação, um teste, até mesmo tudo que acontece comigo tento ver dessa maneira.

Depois que me recuperei tentei voltar a viver novamente, faz algum tempo que ando tentando marcar meu território novamente, criar meu espaço e ainda não consegui. Dizem que vou achar meu caminho é só esperar e procurar, mas não tenho mais tanta paciência sabe? Não consigo mais esperar. Acho que ninguém consegue me entender de fato essa minha necessidade. Ficar sozinho, sempre gostei disso só que nem sempre é bom, claro que você acostuma, afinal de contas acontecem tantas coisas que te fazem jamais achar que tudo vai voltar a ser um mar de rosas, te fecham quase que por completo, quando na verdade a realidade está bem escrita na sua frente. Só temos certos entendimentos de muitas coisas a medida que crescemos. Passei a compreender melhor muitas coisas do passado só nos dias de hoje. Consegui por exemplo enxergar qual dos meus 2 primeiros amigos que tanto considerei a alguns anos atrás, era o mais amigo e que realmente dava mais valor a mim e a minha amizade. Ligando fatos pude me deparar com uma realidade nada agradável. Nada que machuque, só faz que machuque mas que sim, te faz refletir. São lições válidas até mesmo para as novas pessoas que entraram em minha vida. Fico pensando em fugir dessa vida medíocre, mas ainda não aprendi como. Também já desisti do amor, ressentido com isso, do esse sentimento representa, e do que ele te tira, infelizmente o amor te faz perder tudo, até quando ele consome alguém muito próximo de você, está te mostrando que vai fazer você perder para ele novamente.

As pessoas quando amam tornam-se egoístas, algumas extremamente egoístas, não querem saber de mais nada ao seu redor a não ser do que o amor representa naquele momento. Até mesmo com os amigos e suas amizade é assim. Vivi tantas desilusões, claro que todo mundo diria: Normal, também já passei por isso. Mas pra algumas pessoas, assimilar o fato, deixar de lado e seguir a vida nem sempre funcionou. Venho tentando me manter de pé, lutando, mesmo desistindo de algumas das minhas muitas lutas, geralmente faço com não há mais nada o que fazer e a persistência acaba se tornando uma espécie de humilhação. Ainda tento acreditar, seja nos dias que virão e nas pessoas. Talvez devesse ter esperanças numa outra vida, porque nesta tornou-se cansativo. Não sei até quando este teste vai continuar, mas espero que termine logo, porque não tenho mais tanta força para ficar resolvendo tantos dilemas. Também acho que vou viver a vida toda tentando entender tudo o que acontece ao meu redor e certamente a palavra "Porque" vai estar sempre em evidência. Nunca haverá uma definição concreta.

02/05/2007

Compreender e não compreender

Será? Tudo Muda, o mundo muda, a vida muda, o tempo passa. Eu penso por que será que o mundo é mundo? Será que a vida é vida? Porque o tempo passa? Se estou aqui, porque estou? Mas eu penso. Penso no que sou, no que ainda posso ser, no que eu posso fazer, será que eu vou ser o que eu quero ser? Será que vale lutar por algo incerto? Mas eu penso. Quando você virá? o que você é? o que tem além de você? Será que há vida pós vida, se é que existe vida. Será isso um plano ? será isso um teste? será isso uma fase? O que será? se é que é? Deus, você acredita nele? Você acredita que seja ele? ou serão eles? aqueles que mandam, desmandam, brincam com você como se fosse seus fantoche. Porque penso em perguntas sem respostas? Se é que existem respostas. Perguntas, respostas. Continuo pensando e gostando de pensar nos serás que um dia me levarão a algum lugar. Segundo os especialistas, existem cinco estágios no luto: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Não existe uma ordem para esses estágios ocorrerem, e nem sempre a pessoa percebe que está passando por um deles. Mas eles estão lá. Não sei em que estágio estou agora. Nem mesmo sei se a ficha já caiu e eu estou em algum deles. Mas sei que dói. Deus, dói demais. Dói demais perceber que o tempo passa, e que certas coisas jamais voltarão. Dói saber que não há volta, nunca há, e que a cada dia o tempo e a vida passam a perna na gente de maneira impiedosa e implacável. Talvez eu tenha passado direto para o quarto estágio.

Mas não importa. O que eu vejo hoje é que, frente à morte, caem todas as máscaras. O que eu ouço agora é o silêncio. Já ouviram aquela música que fala do som do silêncio? É disso que eu estou falando. O silêncio é a música do tempo que passou e não volta mais. O silêncio é a canção da futilidade e da efemeridade da maioria das coisas que fazemos nessa vida. Diante do silêncio - diante da morte - tudo parece um tanto idiota. É estranho. Nem sei mesmo do que eu estou falando. Nem sei mesmo como meus dedos acham as teclas certas - talvez eles só trabalhem sob extrema pressão. Talvez. O silêncio também é a música do talvez, sabem. Do talvez cheio de pesares, de culpas, de desespero. Não preciso, definitivamente não preciso. Não preciso que as pessoas me compreendam, não preciso que me acolham em todo tempo e muito menos que tenham pena de mim. Não preciso que me bajulem, que me achem bonito nem que me admirem. Tenho ódio quando acho que preciso dessas coisas. Não preciso me sentir rejeitado, não preciso achar que preciso ser aceito. Só preciso acreditar, confiar e ser quem eu sou. Só preciso saber que DEUS é o meu melhor amigo, e que ele me faz passar por provações e teste para tentar mudar meu caminho e me preparando algo melhor. Só preciso confiar que ele me fez assim porque há algo gigantesco a ser realizado através da minha vida e ele está me treinando pra que eu vá mais longe do que sonho e receba muito mais do que espero. Só preciso ser quem sou, porque ELE me fez assim, e assim eu vou olhar dentro de seus olhos e quem sabe um dia possa dizer que sou feliz.

Os amigos são sua segunda família. É verdade. Pai e mãe, cabe à natureza providenciar. Ou ao destino, sei lá. E com certeza, cabe aos avós. Avós, cabem à natureza, ao destino e aos bisavós providenciar. E assim, verticalmente, vai. Horizontalmente também, já que os seus avós, provavelmente, não tiveram só seus pais. Cada um dos irmãos dos seus pais, também conhecidos como tios (ou tias, se forem irmãs), também terão seus respectivos filhos (ou filhas), também conhecidos como primos (ou primas). Os amigos, ah, esses não dependem da natureza ou do destino. Esses somos nós mesmos quem escolhemos. Tá bom, tá bom. A natureza e o destino se encarregam de colocar você em diferentes lugares e diferentes situações, para conhecer pessoas diferentes. Mas a escolha de um amigo, essa nos é pessoal e intransferível. A natureza e o destino podem nos "presentear" com os espécimes familiares mais diversos dentre a fauna de Homo Sapiens disponíveis. Um primo maconheiro, uma prima duas caras, uma tia louca e um tio pastor que dança funk; por exemplo. Um tio que morreu de bêbado, uma tia hipocondríaca, um primo afeminado e uma prima infantilóide; outro exemplo. Pai amoroso, mãe maravilhosa, irmã exemplar; mais um exemplo. Mas todos eles já estavam aqui antes de você chegar. Ou pelo menos boa parte deles. Então, você não teve nenhum poder de escolha sobre eles. Senão, você trocaria uma tia louca por outra sã. Ou a prima infantilóide por uma outra mais, digamos, "interessante" Os amigos não. Salvo alguma fenda no espaço-tempo, os seus amigos são todos contemporâneos a você. Você é junto com eles, você está junto com eles. Você vive na mesma época que eles. Quando um primo ou uma tia resolve virar do avesso e não lhe dar mais as fuças, é uma situação chata. Mas que você consegue contornar, afinal, há laços de sangue. Por mais que um irmão odeie sua irmã, é provável que, em algum momento, eles voltem a se falar. Por isso eu não acredito que alguém possa "perder" um parente. Agora, quando um amigo seu decide ir embora e não falar mais com você, isso é muito doloroso. Quando isso acontece porque você o fez antes, e foi embora e não falou mais com ele, isso é pior ainda. Parente é como bumerangue, por mais que você o jogue longe, ele sempre volta. Pode demorar, mas volta. Amigos, nem sempre.

23/04/2007

Nunca espere tanto dos outros

A amizade nobre da bondade. Uma pessoa sacrifica o seu tempo para ajudar a outra pessoa, e vice-versa; para que elas juntas possam criar algo belo e durável. Todas as amizades saudáveis são baseadas no estado da bondade; entretanto, pouquíssimos relacionamentos hoje conseguem manter essa qualidade. A noção moderna de "amizade" pertence a primeira categoria de amizade de Aristóteles, uma vez que hoje as pessoas falham em sair de seus próprios egos e conhecer pensamentos e idéias de outras pessoas. As pessoas hoje estão inclinadas a se importar apenas consigo mesmas e seu conforto pessoal, por isso o por que da maioria dos relacionamentos - amizades com também relacionamentos sérios como casamentos - geralmente resultam numa separaçào dura onde os dois indivíduos envolvidos tem usado um ao outro para seus próprios motivos egoístas. Suas almas são solitárias e fora de foco em algo que os dá sentido na vida, e então eles partem numa caçada por alguém desse tipo e eles acham aos montes. Eles conversam sobre jogos de computador, filmes, mídia de massa, música pop e outras formas de "entretenimento" moderno, o que é uma má desculpa para não engajar-se ativamente na vida real. Suas experiências partilhadas consistirão de visitas à clubes e boates, festas com indivíduos igualmente quebrados escondendo-se atrás de um sorriso falso e outros lugares de encontro para as almas perdidas residirem e "divertirem-se".

Entretanto, mais cedo ou mais tarde, essas "amizades" - como qualquer outra coisa nesse mundo - chegará a um ponto onde elas se tornam auto-refletivas. Talvez uma mentira contada seja publicamente conhecida, talvez o último copo de álcool irá empurrar qualquer um deles para além da linha e forçar a verdade se tornar explícita - ou durante um evento onde partilharam confiança irá colocar uma linha, seus motivos verdadeiros se tornam aparentes e ambos correm caminhos diferentes para salvar a sua própria imagem. É por isso que a maioria das pessoas vazias geralmente parecem ter um enorme círculo de amigos - eles os colecionam como brinquedos de vidro e os usam para esconder o fato de que suas inseguranças e fracassos são óbvios quando o seu caráter e a sua falta de confiança são colocadas em teste. É por isso também que as pessoas no tempo moderno nunca antes tiveram tantas pessoas para se socializar; é um estilo de vida e sem isso elas são nada. Como esconder uma bomba de tic-tac entre pilhas de abacaxi numa loja de frutas, eles tem algo a esconder e eles querem ter a certeza de que a imagem de ter "amigos" em quantidade irá impressionar a mesma imagem que pode ser criada dentro de você.

Pessoas de maior nobreza percebem que a real razão para se formar uma amizade não é por que separados enquanto indivíduos nós somos fracos, mas por que nós enquanto indivíduos trabalhando juntos somos mais fortes. Em outras palavras, se você procura acompanhar um outro ser humano por causa de sua própria insegurança e falta de auto-confiança, você não entendeu o que significa amizade e o que ela pode te oferecer. Você deve ser confiante no que pode fazer, no que você pode dar e em como você pode ajudar a outra pessoa - e a si mesmo - para conseguir algo além do estado em que você está posicionado agora. Bem como em qualquer outra coisa na vida, existem desapontamentos e ilusões a frente na estrada do futuro, prontos para nos enganar em sua possessão. Primeiramente, você irá aprender a diferenciar amigos verdadeiros, de amigos falsos. Um exemplo de falso amigo, é aquele que irá te deixar perplexo na primeira conversa sobre suas idéias e acordando num mundo onde a maioria das pessoas foi dormir para esquecer a beleza e maravilha que as espera fora da janela de suas mentes fechadas. Esse amigo irá fervorosamente juntar-se a você e fazê-lo acreditar que você achou a última pessoa na Terra que vê o mundo moderno como um lugar insano a se viver. Entretanto, quanto mais tempo sério você passa com essa pessoa, mais ela/ele te desaponta. Como com todas as mentiras estudadas, não se tornarão aparentes imediatamente, mas irão afundar gradualmente ao nível atual que está vivendo. Vários falsos amigos escondem-se por trás de idéias que consistem-se da imagem comum, e estão, num segundo pensamento, não muito longe do resto dos idiotas insuspeitos que habitam nessa terra.

Amigos verdadeiros, entretanto, geralmente impressionam você de uma forma diferente. Primeiramente eles irão parecer muito normais, não interessantes, mas sem nada especial também. Sua amizade e vontade de ajudar o fará gastar mais tempo com você uma vez que isso te agrada. E quanto mais tempo gasto, mais você sentirá que essa pessoa é alguém confiável. Veja isso como uma obra-prima da música; a melhor música nunca agarra a sua alma na primeira ouvida, mas lentamente e continuamente trabalha a si mesma na sua mente, até que você depois de várias vezes ouvindo pode exclamar com admiração: "Esse trabalho que agora seguro na minha mão nua, é o top absoluto da música nobre. Sim, eu celebro isso por ser o melhor pedaço de arte que eu já ouvi na vida". Tal como geralmente é o desenvolvimento de uma amizade verdadeira; uma flor que cresce vagarosamente que finalmente revela as suas cores de vermelho, azul e verde. Quando você conhece alguém que você sente que é uma parte impotante da sua vida, então a sua responsabilidade muda de criador para nutriente e desenvolvedor. De novo, como uma flor, uma amizade entre dois indivíduos irá decair e acabar, se ambas partes envolvidas não se darem água o suficiente e nutrientes para sobreviver. Várias vezes um presente simples é altamente apreciado por um amigo; algo que apenas um outro amigo saberá que é apreciado.

Isso aponta um interesse especial, um segredo, que apenas um amigo acharia valioso para um outro amigo. Entretanto, nunca exagere na troca de presentes, uma vez que isso facilmente leva ao materialismo e entretanto a amizade pode estagnar e ao invés disso tornar-se uma desculpa por não começar nada mais significante e doável. Outra parte importante de nutrir uma amizade é se ver geralmente, mas não muito geralmente também ("o bastante é tão bom quanto um banquete"). Se dois amigos raramente se encontram, eles rapidamente ganham novas experiências e novos amigos, que irão interferir com o velho e causar confusão e às vezes irritação quando esses dois se reencontrarem de novo depois de um longo tempo. Amizades assim tendem a acabar. O mesmo acontece com o oposto; várias pessoas cometem o erro de ver seus amigos muito frequentemente, o que mais cedo ou mais tarde irá tirar a mágica da amizade e torná-la em algo comum e previsível. Pode também criar frustrações e irritações de uma parte, como ter um amigo por perto muito frequentemente pode parecer intrusivo e trabalhoso. Essas coisas mudam dependendo do caráter, que faz ser inútil generalizar o curso de qualquer amizade. Pode entretanto ser mais fácil informar sobre o que alguém não deveria fazer como bom amigo. Nunca conte vantagem sobre algo ou alguém. Similar ao pessimismo expressado por pensadores como Nietzsche, sempre tenha em mente as más coisas que podem vir a acontecer, para que você fique consciente delas caso elas aconteçam. Dessa forma, você irá se prevenir de muita dor e desapontamento quando chegar a hora de um amigo que você pensou ser honesto, revelar as verdadeiras cores que você nunca pensou que existíssem. O mesmo acontece com a falsa amizade; nunca vale a pena, mesmo que isso signifique que você terá de permanecer sozinho. Falsos amigos irão mais cedo ou mais tarde ser colocados em testes, e se o fizerem durante um momento crítico, o resultado pode terminar num desastre total.

A única forma de distinguir a verdadeira confiança e os indivíduos saudáveis dos parasíticos e fracassados, é gastar tempo de qualidade, colocá-los em testes diferentes através da vida, e nunca baixar o seu nível do que uma amizade nutriente e agradável é pra você. Não ceda a formas sutis de "se divertir" e "conhecer gente legal", uma vez que isso em si mesmo é uma distração para os perdedores que adorariam ver um outro idiota participando do seu fã clube em adoração ao seu próprio estado patético de passividade e solidão. Seu objetivo é transpirar acerca do ótimo, seu método é analisar e escolher aquele que vai ao encontro das suas demandas, sua arma é a sua força, confiança e crença em si mesmo. Por que ultimamente, isso é o que uma amizade de honestidade e nobreza realmente necessita; confiança um no outro enquanto indivíduos e uma vontade de olhar além dos defeitos de cada indivíduo, para assim trabalhar junto e partilhar a experiência da vida. Duas almas conectadas que valorizam sua variação em habilidade - força e fraqueza - para criar algo durável e belo para eles mesmos e para o resto da humanidade guardar. Não quero citar nomes mas são poucas as pessoas que passaram pela minha vida e que doaram um pouco de sua amizade, seu carinho e companheirismo. Alguns já partiram e outros que, ainda que veja com menor freqüência são muito importantes para mim, apesar de lutar pra tentar manter essa idéia firme. Muitas pessoas já passaram pela minha vida e foram muitos os momentos de alegrias que vivemos juntos. Eu acredito que existam amigos que estão apenas de passagem, eles entram em nossas vidas como anjos ou porque não demônios? Com uma missão a cumprir. Eles vem para nos ensinar algo e nos ajudar, ou nos iludir com suas palavras de falsas promessas, nos fazer sofrer, fazer com que nos tornemos dependentes deles até que ou nos erguem ou nos fazem cair de vez.

Isto faz a gente perceber que, embora uma amizade tenha sido passageira, ela pode ser boa e ruim em todos os seus momentos. A gente percebe também, que ela durou tempo o suficiente para que esta pessoa nos marque de tal forma que seja impossível esquecê-la, nos marca negativa ou positiva. Cada pessoa que entrou em minha vida me ensinou algo. Alguns me ensinaram o valor de uma verdadeira amizade, que os problemas só são realmente problemas quando damos muita importância a eles. Outros ensinaram-me a importância de demonstrar o que se sente, de dizer te amo, de dizer te odeio. Me ensinaram o amor, dor, a alegria e o menosprezo. Alguns simplesmente mostraram que jamais deveriam ser amigos de alguém, ou entrado em minha vida. As pessoas esperam muitas coisas de nós, mas esperamos muito mais delas, e no final, ninguém sai satisfeito e existe um só perdedor de forma injusta. O que seria justo? Aceitar tudo calado? Ver e abaixar a cabeça? Confiança hoje em dia é como um tiro no escuro, você nunca sabe aonde ele atingiu e se irá sangrar a qualquer momento, ter amigos se tornou banalizado assim como o amor. Cada um acredita de uma maneira, o fato de dizer por si que tem um amigo não quer dizer nada, é preciso demonstrar. Confiar em alguém pra mim é algo difícil porque no final as pessoas sempre te decepcionam e você sai daquilo tudo com uma enorme sombra nas costas, imaginando que outros podem fazer o mesmo.

Ninguém está livre de erros, quem promete segurar na sua mão um dia irá soltá-la com toda certeza, até aqueles mais corretos são capazes disso, mas aprenda como eu aprendi: Desespero de nada vale, aliás palavras na internet causam impacto mas nem sempre. A palavra dentro da internet apenas se restringe ao MSN e não possui força alguma, nem mesmo com seus amigos ou seja com quem for. É pode ser radicalismo demais, só que tudo isso cansa, as pessoas me cansam, aprendi uma coisa, quando tiver um problema o melhor a fazer é guardar com você. Se te perguntam como você está, diga que está bem, jamais revele que está com um problema, sabe porque? Ninguém pode te ajudar a não ser você mesmo. No fim quando você diz o que está passando te chamam de repetitivo, que é sempre a mesma coisa e acaba passando uma idéia negativa de si mesmo. O melhor a fazer é guardar e tentar solucionar, afinal de contas não há outra maneira, estamos em uma luta costante, ninguém pode ajudar. Só estragamos o dia de alguém contando nossos problemas ou passando um ar pesado de nós mesmos. A alguns anos eu não teria essa mesma idéia, mas somos obrigados a conviver com isso de qualquer jeito, se os outros mudam isso acaba nos deixando diferentes do que éramos. A escuridão que nos habita fazendo com que o vazio da nossa alma nunca consiga ser preenchido a não ser por ela própria, faz com que a luz fosse algo distante a ser alcançado, e aquela escuridão é o único lugar na face da terra que lhe trás paz e tranquilidade. Parece até a morte, só parece mas não é, o extremo de se querer isso só chega quando estamos no limite, alguns vão ao fim e acabam consigo mesmos mas outros vão e voltam devido a covardia de ir ao fim. Por um momento todo o esqueçimento me devora. Acho que não sou a ilha que da fantasia que todos imaginavam e nem eles a minha. E era injusto todo aquele inferno que aconteceu, mas sou um sobrevivemente e mesmo caindo levanto e sigo meu caminho, só não sei até quando vou ter essa força pra continuar e quantos outros tombos vou aguentar, mas até onde minhas forças deixarem continuarei. A verdade é nua e crua: Quando as pessoas ditas ''infelizes'' tornam-se felizes, capazes de amar e de muitos amigos, o resto acaba sendo resto mesmo, o egoísmo aparece e o dito esqueçimento é muito comum. O ser humano é muito sujo e totalmente descartável, sempre se apunhalando pelas costas um do outro ou dizendo que um erra mais que o outro. Um dia a vida mostra o verdadeiro sentido da missão que cada um traz consigo e nesse momento tudo é diferente. Nada do que passou importará, porque já deixou de ser a muito tempo.

18/04/2007

Mudanças

Mudança: esta é uma palavra que provoca à maioria das pessoas um sentimento de aversão e desconforto imediatos, antes mesmo de saberem se é uma mudança boa, má ou mesmo irrelevante.

Tudo em nossas vidas está sujeito à mudança: o amor, o trabalho, a saúde, a liberdade, a paz, a sanidade mental, a própria vida. Na realidade, todos nós gostamos de imaginar a nossa vida como algo de estável, algo que nos ajude a "esquecer" a "vulnerabilidade e consequente mortalidade" inerentes à nossa condição de seres humanos. Ninguém gosta de pensar que a nossa vida possa mudar totalmente de um dia para o outro de forma completamente imprevisível (ou pelo menos pouco previsível) destruindo muito do que amamos ou a que, pelo menos, estamos habituados... Quase ninguém gosta de pensar que, para se morrer, a única condição necessária e suficiente é estar-se vivo.

Paradoxalmente, tudo o que existe no mundo está em constante movimento e em constante mudança (o próprio movimento levaria por si só à mudança). Mesmo o interior da matéria e o Cosmos (o infinitamente grande e o infinitamente pequeno) estão em constante movimento e em constante mudança, provocados pela contradição latente em tudo no Universo: cada coisa (mesmo a mais simples) resulta sempre de um equilíbrio instável de duas naturezas opostas (simplificando poder-se-ia dizer que essas naturezas são o Yin e o Yang, mas o problema é mais complicado que isso...) mas que no fundo são a mesma coisa (ex: a nossa componente evoluída e a nossa componente primitiva). O Universo é dual (embora, quase parece ridículo afirmar isto, ele seja também Uno... isto ilustra as duas naturezas de tudo o que existe, até a natureza do próprio Universo no seu todo). É pois desta contradição latente em tudo que se nutre o movimento, o eterno devir, e tudo o que existe é resultado dele (da mudança). O homem, enquanto parte integrante do Universo, não pode fugir a esta regra fundamental. Tudo o que conhecemos começa a desaparecer a cada dia que passa, a própria cidade onde vivo já não é a que eu conheci quando era adolescente.

No entanto, cada mudança - qualquer que ela seja - embora traga em si novos perigos e desafios, encerra sempre também novas oportunidades. Talvez encerre em si até a chave do nosso sucesso futuro, ou até da nossa sobrevivência. Na realidade, o nosso crescimento interior depende totalmente dela. Não foi um cataclismo à escala planetária (destruição maciça provocada pela queda de um meteoro gigantesco) que acabou com a era dos dinossauros e abriu a via a era dos mamíferos, pelo que permitiu o aparecimento do ser humano? Não irá outro cataclismo das mesmas proporções (que acontecerá mais tarde ou mais cedo, numa escala de tempo geológica) ter também consequências benéficas? A mudança é inevitável. Como é dito numa citação: "Nada perdura a não ser a mudança''. Não temos portanto grande escolha: ou nos adaptamos ou pagamos o preço (alto) da nossa inadaptação. É óbvio que há sempre um risco a cada mudança. A nossa adaptação pode não vir a ser a melhor, algo pode ruim pode ocorrer, pode nos escapar qualquer coisa, mas, se não fizermos nada para nos adaptarmos à mudança o risco é ainda maior. A mudança traz sempre implícita em si duas coisas: um perigo e uma oportunidade, seja ela a oportunidade para crescermos, para amarmos, para nos realizarmos ou até para ganharmos dinheiro. O maior perigo na vida é nunca estarmos preparados para correr riscos e colher as oportunidades que deles surgem.

Para sermos capazes de aprender com a mudança e a aproveitarmos em nosso benefício, temos que ser capazes de encará-la como uma coisa importantíssima, natural e vital na nossa vida, deixando de lado a velha atitude de medo e de rejeição que só serve para deixarmos cair os braços aceitando como uma derrota algo que poderia tornar-se num sucesso ou pelo menos numa lição de vida. Afinal, esconder a cabeça como dizem que a avestruz faz, não resolve nada. A mudança é muitas vezes inevitável mas pode quase sempre ser controlada, sempre e quando não nos recusemos a compreendê-la nem nos refugiemos em atitudes derrotistas. Algumas mudanças são agradáveis mas, mesmo aquela mudança que provoca um autêntico drama na nossa vida, pode ensinar-nos qualquer coisa desde que sejamos capazes de extrair as conclusões corretas e de as incorporarmos à nossa vida, tornando-nos assim mais fortes, mais preparados e melhores, aumentando as nossas hipóteses de sucesso (por vezes mesmo de sobrevivência). Ainda que a dor dela perdure por semanas, meses ou anos até que finalmente se caia no esqueçimento total. Mas até lá é uma grande batalha interna dentro de nós, se vamos sobreviver ou não, tudo depende de nós mesmos. Há uma frase que li que é assim: '' Só você é você se você não tiver ninguém. É você, só você, quem deve importar''. Faz todo sentido não? Afinal de contas vivemos sozinhos e morremos com as esolhas que fazemos. Também aqui conta muito a atitude de cada um em relação à vida: Há sempre gente para quem a sorte dá um meio sorriso e outros para quem a mesma sorte sorri até demais. A forma "otimista" que certas pessoas têm de encarar a vida faz milagres também na sua adaptação à mudança, permitindo-lhes até tirar partido dela para sua vantagem com uma ressalva: Poucas possuem tal ''sorte'', e por mais que convivam com isso, um dia a vida lhes cobra por tudo aquilo que lhe foi dado.

Sempre houve dois tipos fundamentais de mudança:

1. A mudança na continuidade. Este tipo de mudança é gradual ao longo do tempo o que permite, depois de algum estudo e compreensão do seu mecanismo, fazer previsões sobre dela. Um exemplo é aquela que pode ser bem aceita de forma positiva ou negativa e que provoca grande dúvida se realmente é mesmo aquela resposta.

2. A mudança na ruptura. Este tipo de mudança provoca um corte (uma descontinuidade) profundo com o passado o que dificulta (ou impede) qualquer tipo de previsão sobre ela. Neste caso a mudança afeta de uma forma incômoda a todos ou a algumas pessoas além da própria, os efeitos podem variar e talvez exista um forte senso de inaceitação por parte das pessoas.

Se olharmos para a história, vemos que o primeiro tipo de mudança corresponde às fases (normalmente chamadas de "ouro") em que se encontrou um modelo que funcionava bem e em que as "mudanças", normalmente pequenos ajustes imperceptíveis, são graduais. O problema é que, durante estas fases de bonança, a mudança na ruptura já se encontra em gestação, ganhando lentamente força para irromper numa crise tão brusca como violenta, A palavra "crise" tem uma conotação muito negativa em português mas, para os antigos Gregos que a criaram, significava apenas "decisão". Temos que nos soltar de vez da conotação negativa de "crise" para podermos aproveitar plenamente esses momentos que, apesar de difíceis, são os momentos privilegiados para tomarmos decisões (novos rumos?) muito importantes para o futuro da nossa vida. Como vimos, a mudança traz sempre implícita em si um perigo e uma oportunidade: trata-se no fundo e apenas de decidirmos a favor da oportunidade, evitando o perigo.

Efetivamente, os momentos de tranquilidade são os mais perigosos pois, quando tudo parece bem, temos uma tendência inata para baixarmos as defesas e cairmos no desleixo do "tudo vai bem" abrindo assim as portas à mudança de ruptura. "Não é por que as coisas são difíceis que não somos ousados. É por não sermos ousados que as coisas são difíceis".O segundo tipo de mudança corresponde às revoluções, ou seja, às fases em que o modelo anteriormente encontrado ou situação anterior de equilíbrio deixou de conseguir dar uma resposta cabal às novas realidades que entretanto ela mesma tinha gerado e em que houve portanto uma necessidade de ruptura com o "status quo" passado, para se conseguir encontrar uma solução não "prevista" na anterior ordem estabelecida. Trata-se portanto normalmente de uma falha do sistema devida a incúria, porque a falta de soluções é normalmente devida à falta de previsão. É o resultado do relaxamento e da política do "enquanto as coisas forem desse jeito, prefiro não dizer nada" em que todos nós já caímos em determinada altura da nossa vida.

Há também a mudança de ruptura que é derivada de um acontecimento ou acidente totalmente imprevisível. Em relação a este tipo de mudança cuja génese nos foge ao controle só nos resta tentar compreendê-la e agir sobre ela dentro da menor margem de manobra que ela ainda nos deixa. As fases de mudança de ruptura (revoluções) são sempre duras, atribuladas, assustadoras e causam inúmeras vítimas (inadaptados) mas estão também carregadas de oportunidades imensas à espera de alguém que as saiba aproveitar, é nelas que se reinventa o futuro e são elas que nos fazem sair da preguiça e portanto evoluir, tornando-nos pessoas mais maduras e fortes (o mesmo é válido para um país ou mesmo para o mundo inteiro). É com uma dose de sofrimento, dificuldade e adversidade (moderados) que nós crescemos verdadeiramente: toda a gente conhece a figura do filhinho superprotegido da mamãe que por vezes parece idiota porque tem dificuldades para executar algumas coisas básicas da vida. Não é à toa que no Reino Unido os dois partidos políticos que se alternam no poder são os conservadores (os defensores do "status quo", da tradição) e os trabalhistas (os defensores da "revolução", da inovação), cada um adequado a cada um dos tipos de mudança possível e/ou mais desejável em cada momento. A democracia é uma das formas encontradas para que a mudança seja aparentemente sempre contínua no sentido em que se tenta, através de muitas pequenas mudanças na ruptura (possíveis porque há liberdade de expressão e discussão), evitar as acumulações de energia que levam às grandes mudanças na ruptura a que chamamos revoluções.

As mudanças repentinas, mudanças na ruptura ou "ventos da história", são por vezes tão avassaladoras que o mundo depois delas se torna um mundo, completamente novo. Estes "ventos da história" são também os momentos propícios (e por vezes únicos) para se fazerem certas coisas... Esses "ventos" sopram na nossa vida pessoal bem como sopram a nível de um país ou mesmo a nível mundial e, qualquer resistência que os oponha só lhes aumenta a força. Como dizem os chineses: a arvore só não parte com o vento porque se dobra: se resistisse, partiríase. Para tudo na vida há um momento propício para se levar ao pé da letra mudanças (reformas) e para se iniciarem certas aventuras, tal como um barco à vela aproveita os ventos, as correntes e as marés para se fazer ao mar e navegar. É importantíssimo estarmos bem alerta e sabermos interpretar a direção dos "ventos, correntes e marés da história", para aproveitarmos a sua força e o seu impulso para que seja mais facil atingirmos os nossos objetivos. Como diz o provérbio popular: "Deus ajuda a quem se ajuda". Quando sei cai no meio de um rio, por melhores nadadores que sejamos, nunca devemos nadar contra a corrente porque nos cansaremos e acabaremos nos afogando, o truque é sim aproveitar a força da corrente para irmos lentamente aproximando da margem com o mínimo de esforço.

Assim devemos fazer na nossa vida: É tão difícil a uma pessoa com 20 anos não arranjar qualquer emprego como a mesma pessoa já com 50 anos arranjar algum (as pessoas de "50 anos" que continuaram sempre a se atualizar na sua profissão, que assimilaram uma enorme experiência no ramo, conhecendo tudo e todos, tornam-se pelo contrário profissionais extremamente cobiçados e bem pagos. Vai ser no entanto progressivamente mais fácil arranjar emprego aos 50 anos nos países ditos desenvolvidos até porque a taxa de natalidade é cada vez menor e portanto há cada vez menos escolha), teria sido tão difícil a um imperador romano ter abolido a escravatura como a D. Pedro II, imperador do Brasil do século XIX, ter resistido à sua abolição. Há momentos certos para tudo, fora dos quais tudo se torna mais difícil pois rumamos contra a maré da vida: há uma idade certa para termos filhos, uma idade certa para nos tornarmos independentes dos nossos pais, uma idade certa para nos impormos profissionalmente, etc... Cada uma destas "idades" varia de pessoa para pessoa, mas cada um tem as suas próprias que no fundo conhece muito bem. Há também "ventos súbitos" na nossa vida, que chamamos de oportunidades (únicas ou não), que temos que agarrar ou largar em tempos brevíssimos: Aproveitar as que podem mudar a nossa vida para melhor e rejeitar as outras reside um dos maiores segredos para se conseguir uma vida. Temos que nos preparar portanto muito bem para ser capazes de ler e prever os "ventos" das nossas histórias pessoais e da história do mundo (que estas estão ligadas) para que, quando esses "ventos súbitos" (e cada vez mais imprevisíveis e mesmo inexplicáveis) soprem, não percamos aqueles que nos podem dar um grande impulso na nossa "viagem" e, pelo contrário, rejeitemos prontamente aqueles que nos podem fazer atrasar ou mesmo "naufragar". O problema é que, com a crescente complexidade e rapidez do mundo, os ventos da história (ou devo dizer "os ventos da mudança") sopram por sua vez de maneira cada vez mais forte e imprevisível, em rajadas capazes de fazer desmoronar os "edifícios" que demoramos uma vida para erguer. Isso leva a que seja cada vez mais difícil a tarefa de prever a direção "desses ventos" e logo fazer as escolhas certas. Para isso temos que compreender, da forma mais próxima da realidade possível, para onde estamos indor, para onde queremos ir e para onde vai o mundo: Em toda a sua complexidade. Uma das nossas maiores qualidades que podemos portanto ter é sermos curiosos.

Todas as sociedades (tal como as pessoas) buscam o equilíbrio de maneira oscilante (tal como o equilibrista no arame, que oscila para um lado e para o outro para poder manter-se equilibrado) e tendem para a evolução na continuidade por esta ser muito menos traumática que a "mudança na ruptura" (revolução). Tentam-no tanto que por vezes se cristalizam em modelos anacrónicos incapazes de dar resposta às necessidades das pessoas. Tudo isto é igualmente verdade quando falamos de nós enquanto indivíduos. Na nossa ânsia por "estabilidade" somos muito tentados a ver o mundo de forma estática ou mesmo "cristalizada". Ou somos conservadores ferrenhos ou "progressistas" igualmente fanáticos em todas as situações, quaisquer que elas sejam: discutimos as coisas com base em teorias e lugares comuns que nos impregnaram e sobre os quais pouco ou nada refletimos em relação a esse caso particular. São "receitas" que tentamos aplicar a toda e qualquer situação e que estamos dispostos a defender até à exaustão não só por pura teimosia mas, principalmente, para que toda a visão que temos do mundo não caia por terra.

Cada um de nós constrói uma espécie de "mapa" mental da realidade, que ajuda a interpretar o mundo em que vivemos. Esse "microcosmos" nunca corresponde à realidade ("macrocosmos") visto que é impossível a qualquer ser humano entender toda a enorme complexidade do mundo. O que sim há é "microcosmos" mais aproximados ao "macrocosmos" e outros menos (para não falar dos que estão tão divorciados da realidade que são considerados "patológicos"). Será dizer que quanto mais este "mapa" se aproximar da realidade, quanto mais menos memorizado for, mais fácil será evitarmos as escolhas da vida e melhor poderemos aproveitar as oportunidades que a vida nos oferece. Cada mudança dá-nos a possibilidade de "preencher" inteiras zonas do "mapa" que ainda estavam em branco e de corrigir os muitos erros (muitas vezes grosseiros) do "mapa" existente. Se assim procedermos durante a nossa vida, podemos ter a esperança de virmos um dia a ter um bom "mapa", é por isso que as pessoas sábias têm sempre uma certa idade, a tarefa é dura e demorada. Esta é a visão de conjunto que nos permite tomar as decisões estratégias da nossa vida. Porém, ela age também sobre o nosso dia-a-dia, ensinando-nos a viver melhor, sem desejos em vão de glória ou de tantas coisas que verdadeiramente não necessitamos, sem competições com os outros. Por isto devemos refletir muito bem e tentar compreender a mudança em toda a sua amplitude. Depois devemos recebê-la decididamente de braços abertos mas que por um certo tempo ficarão cruzados até decidirem se abrir.

Como diz o provérbio: "Pensar devagar. Agir com rapidez''.